A turma da Mônica recebeu mais um novo personagem, no bairro do Limoeiro. Edu, um menino com distrofia muscular de Duchenne (DMD) já é parte da turminha.  A iniciativa faz parte de uma parceria entre Mauricio de Sousa Produções com a empresa de medicamentos genéticos Sarepta. O projeto foi chamado de “Cada passo importa”

Edu é um menino de 9 anos que convive com uma doença genética rara e “gosta de desenho, arte e tem um cachorro chamado Sapeca”. Os gibis da campanha mostrarão o personagem na escola, onde os coleguinhas o acolherão e entenderão suas dificuldades e necessidades.

O objetivo da projeto é conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e promover a inclusão de pessoas com DMD. 

Inclusão na Turma da Mônica

Esta não é a primeira vez que a Mauricio de Sousa Produções cria um personagem com algum tipo de deficiência. Nos últimos anos, pudemos encontrar pelo menos oito personagens  que nasceram com o objetivo de trazer mais representatividade para a Turma da Mônica.

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Contudo, a missão do projeto editorial “Cada passo importa” é usar os quadrinhos e o personagem Edu para sensibilizar as crianças sobre doenças raras, principalmente a Distrofia Muscular de Duchenne. “Nós estamos colocando o nosso estúdio à disposição para esta campanha, utilizando a Turma da Mônica para espalharmos essa mensagem para a população em geral. Provavelmente, não temos noção de quantas pessoas podem estar passando pelos sintomas e desconhecerem [a doença], então vamos divulgar isso para ajudar”, disse Mauricio de Sousa, em apresentação do projeto à imprensa.

De acordo com o quadrinista, o projeto busca conscientizar sobre a DMD de forma leve e inspiradora. 

O que é a Distrofia Muscular de Duchenne

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença rara degenerativa que leva à perda muscular progressiva. Ela faz com que a pessoa, pouco a pouco, deixe de realizar atividades simples de forma independente.

A doença é causada por uma mutação no gene responsável pela produção da distrofina, uma proteína que ajuda na manutenção da integridade dos músculos. Os primeiros sinais da doença costumam aparecer por volta dos 2 ou 3 anos, quando a criança passa a demonstrar atraso para andar ou falar, fraqueza muscular, dificuldade para correr, pular ou se levantar do chão. A hipertrofia das panturrilhas também é um sinal clínico comum.

Todavia, a evolução da DMD é rápida e, se a doença não for diagnosticada de forma precoce, pode levar ao falecimento do paciente na adolescência ou no início da vida adulta. Ainda não existe cura, mas tratamentos com corticoide já são capazes de retardar o avanço da distrofia.

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Fonte: http://revistagalileu.globo.com


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