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Mãe faz desabafo em redes sociais sobre mensagem recebida “Ela é igual o Chuck”

Com a crueldade desse mundo é necessário que Valentina seja Valente

Uma mãe no último dia 20 se deparou com um comentário de um seguidor absurdamente cruel.

Cheinar Correa Ribeiro é mãe da pequena Valentina Correa de 2 anos e 7 meses. Ela compartilha rotina da menina no perfil Valentina Valente. No entanto, quando foi acessar suas mensagens em seu perfil pessoal foi surpreendida com uma mensagem enviada por uma seguidora do seu perfil no Instagram e não acreditou no que estava lendo.

Essa seguidora escreveu: “Ela é igual o Chuck“.

O texto fazia referência à Valentina.

Valentina é filha de Cheinar, de 28, e de Michel Ribeiro dos Santos, de 29 anos, a família vive em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A mãe usa suas redes sociais compartilhando as evoluções e dia a dia da menina. O perfil é um sucesso!

A mãe, orgulhosa, conta sua alegria em ver as reações dos seguidores em cada pequeno gesto novo. “Amo saber que a Valen faz parte da vida das pessoas”.

Amo ver como eles vibram com cada conquista, quando ela sentou, engatinhou, caminhou, ou simplesmente bateu palminhas. As pessoas aprenderam com ela a dar valor para pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebido garante Cheinar.

O diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de Down foi recebido pela família após o nascimento da meninas. Todos os exames gestacionais foram feitos e não apontavam a condição.

Todavia, quando Valentina nasceu os pais foram informados que ela tinha “traços diferentes”. Foi realizado o exame cariótipo, que gerou a confirmação do diagnóstico.

Os pais receberam o diagnóstico com medo, choraram e pensaram nos motivo de tudo aquilo estar acontecendo com eles, pois sempre foram um casal muito unido.

A primeira coisa que a mãe fez  ir pra internet procurar ajuda, procurar informação. Os médicos sabem o básico, mas ninguém melhor do que aqueles que convivem diariamente pra ajudar e falar sobre a realidade.

O apoio encontrado nas redes sociais foi fundamental para o processo de adaptação e entendimento. Desde os poucos dias de vida, Valentina já realizava estímulos por conta da hipotonia muscular, comum em pessoas com síndrome de Down.

Entenda o que aconteceu

No entanto, o dia 20 de julho de 2020 mudou todo esse cenário. Até aquele momento a família nunca tinha passado por alguma situação de preconceito. A menina é muito querida na web e todas as mensagens recebidas são muito carinhosas e respeitosas.

O pedido de mensagem chegou no perfil pessoal de  Cheinar. O texto dizia: “Ela parece o Chuck“. Naquele momento, com uma tristeza incalculável, a mãe buscou maiores informações sobre a agressora e percebeu que, há algum tempo, já havia a bloqueado no perfil da filha.

O motivo do bloqueio havia sido as constantes mensagens invasivas e desrespeitosas vindas da mesma pessoa.

Em uma oportunidade, a agressora escreveu: “Desculpa a intromissão, mas pare de só dar comida pronta congelada para a criança, ela deve tá enjoada daquilo“.

Em resposta, Cheinar calmamente respondeu: “Não dou só comida congelada, ao meio dia eu fiz, e as comidas congeladas são mais naturais do que as que eu faço, saudáveis e super saborosas! Com certeza ela não está enjoada e sim pela placa na garganta que ela não quis comer“.

Após insistentes mensagens desrespeitosas fizeram com que Cheinar bloqueasse esse perfil.

Indignada com a situação, Cheinar decidiu que não ia aceitar calada a exposição odiosa da seguidora e compartilhou as mensagens nas redes sociais.

Preconceito e capacitismo

Discriminar alguém com deficiência e agir preconceito social é Capacitismo.  E fica clara essa conduta nas mensagens que foram encaminhadas por essa seguidora.

Além de ter infligido o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/15) que contém normas de natureza penal previstas no seu artigo 88, onde são apenadas as condutas discriminatórias, podendo haver imputação de pena de reclusão e multa.

No momento, Cheinar já tomou as medidas judiciais cabíveis e conta com o apoio dos amigos, familiares, seguidores e todo mundo.

O caso segundo o Delegado Maiquel Fonseca, responsável pela Delegacia da Criança e Adolescente de Rio Grande, enquadra-se como crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal. Podendo a agressora ser penalizada com multa ou ser condenada de um à seis meses de prisão.

Todavia, apesar da internet parecer ser um universo sem fim. Ela não é! Existem leis e mecanismos de punição para pessoas que ajam dessa maneira.

Contudo, não podemos permitir que isso aconteça. Se isso acontecer com seu filho, denuncie!

Deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

Fonte:http://www.grupooceano.com.br


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