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Esse bebê com microcefalia era maltratado, mas sua vida mudou ao encontrar um ‘anjo’

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Hoje vamos falar de crianças com microcefalia e adoção. Escolher ter um filho através por de uma adoção é um gesto bonito de amor, mas receber um bebê com uma deficiência sem se importar com as dificuldades que vem no pacote, é ainda mais bonito. Isso justamente foi o que aconteceu com Valeria Gomes Ribeiro de 46 anos. Ela que mora em Paulista, uma cidade que está localizada a cerca de 15 km de Recife.

Valeria pode ser considerada um verdadeiro anjo. Ela que já é mãe adotiva de um rapaz de 19 anos que possui deficiência mental e ainda cuida de um familiar de 33 anos que sofre de depressão. Agora ela também está responsável pelos cuidados do pequeno João, um bebê de um ano e quatro meses, cuja sua mãe biológica tratava mal por não saber como lidar com sua condição.

Para que ela pudesse ter tempo para ir com o filho as consultas e nos tratamento, foi preciso que Valeria parasse com seu trabalho de vender doces em uma barraca.

Maus tratos a criança com deficiência

A mãe biológica de João já tinha mais outros nove filhos quando ele e sua irmã gêmea (que não tem microcefalia) nasceram. Desde o primeiro mês de vida, suas irmãs mais velhas de respectivamente 8 e 11 anos — levam ele para a residência de Valeria, que é uma vizinha, para que ele possa receber os devidos cuidados dados por ela.

Conforme as informações que foram dadas por ela, o pequeno João sofria bastante pois ele não recebia os cuidados necessários que uma criança na sua condição deve receber.

Tratamento da microcefalia e dificuldades financeiras

Assim que Valeria teve conhecimento sobre a condição de João, ela não mediu esforços para que encontrasse um tratamento. Ela inclusive conseguiu um auxílio do governo ao qual as crianças com alguma doença possuem o direito de receber uma certa quantia, porém essa quantia de 800 reais ainda está sendo repassada para a genitora da criança.

O pequeno precisa fazer o uso de seis remédios por dia, e infelizmente, todos precisam ser comprados. Apenas o leite especial que ele precisa ingerir custa em torno de 114 reais, tudo é muito caro. Valeria conta que tem sorte por ganhar algumas coisas, porém a dificuldade para sustentar todos os familiares é grande.

Até o momento a única renda da família é de 920 reais, que é um dinheiro recebido devido ao auxílio referente a deficiência de seu filho mais velho. Antes de começar o tratamento de João, ela precisou para de vender os doces que vendia em casa para que pudesse levar ele para as consultas e fisioterapia.

Dona de casa, ela sai de sua residência as 3h da manhã com João em colo, precisa pegar de 10 a 12 ônibus por dia e só retorna para sua casa por volta das 19h.

Preconceito

Além de ter que passar por todas as dificuldades do cotidiano, Valeria também precisa lidar com o preconceito das pessoas na rua.

Ela relata que as pessoas ignorante sempre olham para ela e para seu filho e fingindo que não estão vendo eles ali, só para não ter que ceder o lugar no ônibus, fora as perguntas inconvenientes que são feitas.

Mas nada disso diminui a alegria de Valeria por ter João como seu filho, e que ele é um presente de Deus que mudou totalmente a sua vida. Valeria ainda não tem a guarda definitiva do filho, mas ela tem grande de esperança de que irá conseguir.

Fonte: Criança Especial

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