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Conheça a história diretora escolar que superou as barreiras da baixa visão

Conheça a história diretora escolar que superou as barreiras da baixa visão


Uma diretora de uma escola pública de São Bernardo do Campo compartilha como é lidar com a baixa visão no dia a dia do trabalho docente.

Comumente a educadora ouve das pessoas:  Não é melhor escolher outra carreira?”.

Essa é a história de Ellen Pouseiro, 34 anos, que decidiu estudar Pedagogia.

No entanto, desde cedo ela já sabia que sua condição de baixa visão severa não a impediria de ler, escrever e ter um futuro. A docente trabalha há 13 anos com educação. Já alfabetizou  tanto crianças em Língua Portuguesa quanto adultos em Braille até assumir a direção da EE Jacob Casseb, em São Bernardo do Campo no estado de São Paulo.

Tenho força para lidar com as barreiras da visão, mas o preconceito às vezes desanima”, lamenta. “Temos medo do desconhecido, por isso sempre digo o que tenho e como faço”, diz.

Outros sentidos da docente são mais apurados, um dos docentes, por exemplo, ficou surpreso ao ser reconhecido de longe até a diretora explicar que foi pela audição. Na escola, o receio se desfez à medida que se aproximou dos professores. Já as famílias de alunos com deficiência sentiram-se mais seguras de que seus filhos teriam tratamento adequado.

Deficiência visual e a inclusão

No Brasil, 6 milhões de pessoas têm baixa visão, porém menos de 13% delas trabalham. Para que isso seja possível, algumas modificações são necessárias:

1) Para ler e escrever

Os computadores precisam ter a opção de aumentar a resolução da tela e o contraste, bem como a função de narrador. Para os teclados, colar adesivos com letras e números maiores também ajuda. Já para as mídias impressas é preciso usar folhas com pautas.

2) Mobilidade

Utilizar sinalizações claras e faixas com textura ou cor diferenciada nos pisos e degraus da escola é fundamental para a mobilidade. Também vale atenção a objetos que obstruam as passagens ou mudem de lugar eventualmente.

3) Dia a dia da escola

Ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência visual, é importante chamá-la pelo nome, identificar-se e mencionar quando for se retirar. Os professores podem oferecer ajuda, por exemplo, para digitar documentos muito extensos ou para acompanhar os intervalos.

Educadores com deficiência: nem vítimas nem heróis

Eliana Lima, da Fundação Dorina Nowill, explica o impacto da presença de educadores com deficiência visual para as escolas

Quebrando estereótipos

A presença de educadores com deficiência pode impulsionar a implementação da Educação Inclusiva na escola como um todo, além de desconstruir estereótipos como o de vítima ou de herói e enriquecer a experiência dos alunos.

Escola acessível

Uma escola inclusiva deve estar preparada para receber tanto alunos quanto professores com deficiência. No caso do profissional, de forma geral são necessários os mesmos recursos de acessibilidade de qualquer outro ambiente (piso tátil, rampas etc.).

Auxiliar e materiais didáticos

No caso da deficiência visual, o educador pode optar por um auxiliar de sala. Há ainda gargalos para professores cegos ou com baixa visão, como a pouca disponibilidade de materiais didáticos em Braille.

Deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

Fonte: Nova Escola

 



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