Síndrome de Down

Os avanços da educação inclusiva


As gêmeas bivitelinas Karina e Katia Almeida Costa, nasceram há 42 anos, em Cachoeiro de Itapemirim – ES em uma época que não havia muitos recursos médicos, e os que haviam não eram acessíveis a toda população.

Com isso, a mãe delas foi surpreendida com o nascimento de duas crianças em uma só gestação, e uma delas com síndrome de Down. A mãe das meninas tinha apenas 16 anos quando elas nasceram.

As meninas foram adotadas pelos avós paternos, que depois de criarem oito filhos, adotaram as meninas como filhas.

Quando chegou a época escolar Karina foi matriculada na escola  regular e estudou até se graduar em pedagogia, mas como tudo naquela época era diferente, em 1980, não se aceitava crianças com síndrome de Down nas escolas Katia ficou sem estudar.

Foi a primeira vez que as irmãs foram separadas e isso foi muito triste para as duas irmãs que sempre foram muito unidas. Anos depois, Kátia foi para a APAE onde pode ter acesso a educação especial.  Para Karina era muito triste ver o que acontecia ela tendo acesso a cultura, a informações, a amigos enquanto a Katia ficava em casa esperando a irmã chegar.

Após muitos anos esperando por uma lei que não permitisse outras pessoas passarem o que Katia passou, hoje Karina comemora a lei de inclusão escolar que aceita todas as crianças nas escolas.

Talvez se Katia tivesse tido acessso a uma educação inclusiva quando era pequena talvez seu destino tivesse sido outro.

Separação das irmãs

Karina casou-se com 21 anos e continuou em Cachoeiro de Itapemirim e Katia foi para o Rio de Janeiro com nossa mãe (avó). Foi quando nossa mãe descobriu que estava com câncer, com isso acabou ficando no Rio de Janeiro para fazer seu tratamento e a Katia ficou com ela por lá.

Contudo, elas ficaram na casa da irmã (tia) Lilia. No Rio de Janeiro, Katia estudou no Instituto Severa Romana, onde completou o ensino fundamental. Quando a mãe (avó) das meninas faleceu, Katia continuou morando no Rio de Janeiro com tia (irmã) delas.

Apesar de toda a distância as irmãs se mantem unidas. Karina trabalha com educação Inclusiva, desde 2012. Ela é professora de Educação Especial. A experiência com a irmã e o amor pela crianças especiais foi fato preponderante na vida de Karina. Hoje, ele sempre compartilha suas experiências em palestras no município onde vive. Katia continua morando com a Lilia e o marido dela Henrique. Eles vivem em Arraial do Cabo. Katia adora praia, faz pilates, hidroginástica, frequenta APAE onde faz diversas atividades.

Por fim, as irmãs mesmo separadas não deixam de comemorar todos os anos juntas o aniversário delas. Todos os anos no mês de outubro. Katia, tem uma vida normal, faz todas as atividades diárias muito bem. Parte disso, são os cuidados de Lilia e Henrique com Katia, eles a incentivam ser independente no seu dia a dia.

Hoje Katia é uma vitoriosa!

Nunca saberemos como seria o final dessa história se na época Katia pudesse ter cursado a escola. Talvez hoje ela seria professora como Karina. Talvez não! Mas a lei da inclusão mesmo com as suas falhas veio para melhorar a vida das nossas criancas especiais.

Em 2001 o Conselho Nacional de Educação(CNE) Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Entre os principais pontos, afirma que os “sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais,assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos”.

 

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