Uma situação muito desagradável aconteceu com uma mãe e sua filha, no bairro do Cambuci, em São Paulo.

Segundo a mãe um motorista do Uber recusou-se a transportar mãe e filha em razão de ver a mãe acompanhada de sua filha que tem síndrome de Down.

Esse caso triste aconteceu com a produtora de eventos Luana Watanabe, de 33 anos, que relatou em seu perfil no Facebook  que solicitou um veículo para levar a filha Ana Clara, de 7 anos, até a escola, no Cambuci, região central da capital, quando esse triste caso de discriminação aconteceu.

Não, não vai dar em nada. Mas eu PRECISO falar isso, hoje mais uma vez passei por uma situação horrível. Pedi um @…

Posted by Luh Watanabe on Monday, June 10, 2019

Em seu post a mãe indignada relata:”Eis que o motorista chega, eu ando em direção ao carro, ele olha para Ana Clara e diz: ‘desculpa, mas não vou levar essa criança’, isso com o carro já descendo a rua e simplesmente foi embora”.

Ela ainda relatou para seus seguidores o constrangimento que sentiu, a raiva, a tristeza e o medo de “serem rejeitados de novo”.

A primeira providência de Luana foi reclamar com a Uber, que lamentou o episódio, e informou que existe um código de conduta para os motoristas parceiros, que determina um tratamento cordial e respeitoso.

Ela decidiu registrar um boletim de ocorrência, mas afirmou que na delegacia também foi tratada de maneira hostil.

A delegada, segundo ela, disse que “não é um caso criminal, não tem o que fazer e não vai registrar boletim de ocorrência. Se eu quiser tenho que entrar com advogado”, contou Luana, que acabou desistindo do BO pela falta de provas.

1ª vez que verbalizam

Segundo o relato de Luana Watanabe ao G1, ela disse que  trabalha como produtora de eventos, e é mãe de outras duas crianças, e já enfrentou situações similares com motoristas de aplicativo, mas que, dessa vez, a diferença foi que o homem verbalizou o preconceito.

Se ele dissesse que não levaria pela falta de cadeirinha, eu entenderia, mas a forma como olhou, falou e saiu andando não é conduta de uma pessoa. Foi preconceituoso“, disse Luana.

Já aconteceu de um motorista olhar e se recusar a nos levar, mas o diferencial foi que ele olhou e falou ‘não vou levar essa criança’. Não dá para aceitar“, continuou.

Ela sugeriu que fosse implementada pelo Uber uma seção “Uber Kids”, para que não houvesse mais problemas.

Em nota à reportagem, a Uber lamentou a situação e disse que desativou o perfil do motorista no aplicativo:

Levamos esse tipo de denúncia muito a sério e temos uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação em viagens pelo aplicativo. Entramos em contato com a usuária e desativamos o motorista do aplicativo assim que recebemos a denúncia. A Uber defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover o respeito, igualdade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o nosso app.”

Denúncia

Em razão da falta de provas  Luana não dará  continuidade a denúncia, mas que espera mais empatia das pessoas.

Não vou procurar advogados, nem a Justiça porque tenho minha filha para cuidar e não tenho provas. Gostaria que essa história ajudasse em uma mudança de comportamento das pessoas, que se informassem mais, compreendessem mais. Gostaria que tivessem mais respeito e empatia. Não precisa largar uma pessoa na rua assim, ao Deus dará“, concluiu.

O vereador de São Paulo, Adilson Amadeu (PTB) informou que vai incluir o caso na Comissão de Transportes nesta quarta-feira (12) na Câmara Municipal.

E se depender de nós essa história será compartilhada diversas vezes para que isso não ocorra mais com nenhuma criança.

Deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

Fonte: G1

Imagem: Reprodução G1


Mãe relata que motorista do Uber se recusou a levar filha com síndrome de Down

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