Crianças EspeciaisSíndrome de Down

Mãe relata a rotina dos quíntuplos na quarentena

A mãe capixaba Mariana Mazzelli, de 36 anos, em sua primeira gravidez deu a luz a quíntuplos, em 4 de junho do ano passado. O parto ocorreu com 27 semanas de gestação. Porque um dos bebês apresentou alterações nos batimentos cardíacos.

Para a realização do parto que durou uma hora e meia e houve a participação de 36 profissionais. Nasceram prematuros ao extremo 2 meninos e 3 meninas (Benício, Jayme, Bella, Laís e Beatriz). As crianças ficaram por quase 4 meses no hospital até terem alta.

Segundo as informações da família, Jayme, que recebeu o mesmo nome do pai nasceu com 1,060 kg. A Bella com 900 gramas, Benício com 755 gramas, Laís com 450 gramas e Beatriz com 430 gramas. Os bebês ficaram por quatro meses no hospital até ganharem peso. Primeiramente, os meninos tiveram alta e depois as meninas.

Hoje Mariana, usa suas redes sociais para compartilhar sua agitada rotina com os pequenos. Os quíntuplos são um sucesso. É um show de fofura a cada stories e foto deles.

Mudança da rotina

Em razão da pandemia da COVID-19 (coronavírus) e a determinação do governo pelo isolamento social, a rotina de muitas famílias precisou ser alterada.

E a rotina do casal Mariana Mazzelli e Jayme Reisen, pais de Jayme, Bella, Benício, Laís e Beatriz, de 11 meses, mudou radicalmente durante esse período. Hoje, os cuidados dos cinco pequenos fica exclusivamente com os dois e a mãe de Mariana que vive com eles.

Como as crianças nasceram prematuramente, eles estão em isolamento dentro de casa desde o dia 20 de março. O casal só sai de casa se não houver outra alternativa, com todos os cuidados e precações.

Mariana está contando com ajuda do marido nesse momento, pois as lojas que ele têm ficam dentro de academias que estão fechadas no momento.

Os cuidados

Para cuidar da casa e das coisas do bebê eles contam com o apoio de duas pessoas. “Temos em casa duas funcionárias, que meu marido tem o cuidado de buscá-las e levá-las em suas casas todos os dias! Eu e meu marido ficamos por conta dos bebês 100% do nosso tempo e revezamos todas as tarefas, como dar banho, trocas de fraldas e mamadas e não estamos recebendo visitas, nem mesmo dos nossos familiares” relatou Mariana.

As crianças tomam mamadeiras e algumas delas já estão inciando a introdução alimentar. A alimentação é complementada com suplementação. Na parte da manhã as crianças tomam sol na varanda de onde moram.

Se um bebê já é difícil manter entretida imagine cinco. Mariana  conta também com uma empresa que aluga brinquedos para as crianças os quais são trocados mensalmente. Os brinquedos vêem todos higienizados e diversifica as atividades com as crianças.

Mariana e Jayme estão muito apreensivos com a pandemia em razão dos filhos estarem no grupo de risco.

A preocupação

Todas as crianças nasceram prematuras ao extremo. Benício  tem síndrome de Down e, por isso, imunidade baixa. Laís e Beatriz passaram um longo período entubadas e tem displasia pulmonar. Além da minha mãe de 72 anos que mora conosco. Todos são do grupo de risco”, relatou Mariana.

Em decorrência da pandemia, a família redobrou os cuidados com a higiene e limpeza da casa e só saem para casos estritamente necessários, como fazer compras ou levar as crianças ao médico. Todas as vezes que eles tem que sair tomam os devidos cuidado, vão sempre de máscara e quando retornam para casa, imediatamente tomamos banho e passamos álcool em gel.

Mariana e Jayme mantem essa rotina frenética com as crianças e ainda encontram tempo de praticar atividades físicas dentro de casa.

“Seguimos nos adaptando e pensando na saúde da família”, finalizou Mariana.

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