Síndrome de Down

Cacai Bauer, influenciadora digital com síndrome de Down: “Só quero que me respeitem e me valorizem”

Cacai Bauer, influenciadora digital com síndrome de Down: "Só quero que me respeitem e me valorizem"

Se você nos acompanha deve saber quem é Cailana Eduarda Bauer Lemos (conhecida como Cacai Bauer). A jovem de 25 anos, que vive em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, na Bahia  é a primeira digital influencer (influenciadora digital) com síndrome de Down no País.

Cacai compartilha diariamente sua rotina nas redes sociais, onde quem a segue sabe do seu amor pela dança e pelo Carnaval.

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E o #tbt de hoje só poderia ser de carnaval já que estamos no clima, o Fuzuê foi domingo passado e foi regado de muito , brilho, amor é bastante alegria. Obrigada a @serdown pelo convite. . . . . . #pracegover #pratodosverem são 5 fotos. Na primeira eu e Álvaro estamos abraçados, na segunda somos em 4 pessoas estamos tidos sorrindo, na terceira é um grupo grande de pessoas onde todos estão sorrindo, na quarta estou com uma pessoa mascarada e na quinta estou abraçada com Álvaro. Fim da descrição . . . . . . #blogger #blogueira #sindromededown #downsyndrome #cromossomos21 #trissomiado21 #empoderamentofeminino #empoderadasim #empoderamentodown #diversidade #diversity #belezanatural #euposso #beautifulwoman #girlpower #mulherão #serendipidade #pcd #deficienciaintelectual #inclusao #fuzuê #carnaval #carnaval2020 #fuzuê2020 #girldown #downgirl

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Capacitismo

O perfil de Cacai no Instagram é administrado por ela mesma, mas com a supervisão de sua mãe Jana Bauer. Ela é responsável em filtrar as mensagens que são enviadas a jovem.

Há poucos dias, Jana veio ao stories do Instagram falar de como as pessoas estavam se comportando nas redes sociais em relação aos vídeos de dança e fotos de biquíni e lingerie postados por Cacai. A falta de respeito e o capacitismo (Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência) são absurdos.

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Um dia disseram a minha mãe que eu não seria nada e seria dependente dos meus pais a vida inteira. Sabe o que é mais interessante nessa história? Que hoje eu sou essa grande mulher do jeito que eu sou, com as minhas ideias, com as minhas dificuldades, com a minha força e o que eu consigo fazer com isso é mostrar para mim mesma e ao mundo do que eu sou capaz, isso me faz confiar em mim mesma a cada dia enfrentando os meus desafios até chegar à minha vitória. . . . . E para terminar essa carreirinha desse ensaio maravilhoso, posto essa foto escolhida pelo meu lindo pai @dalmolemos . Te amo pai e fico ainda mais feliz que sempre está a me apoiar. . . . . . #pracegover #pratodosverem eu estou deitada no sofá com o hobby aberto onde mostra o meu sutiã, minha mão direita está apoiada na minha cabeça, minha cabeça reclina levemente para trás, estou de olhos fechados e seria na foto. Ao fundo uma porta sanfonada. Fim da descrição. . . . . . . #blogger #blogueira #sindromededown #downsyndrome #cromossomos21 #trissomiado21 #empoderamentofeminino #empoderadasim #empoderamentodown #diversidade #diversity #belezanatural #euposso #beautifulwoman #girlpower #mulherão

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Jana nos enviou alguns prints de algumas mensagens:

Cacai tem síndrome de Down, sim. E isso não a impede de fazer o que gosta. Ela é uma mulher empoderada de 25 anos que decide sobre a vida dela. O que gosta de fazer, quem beijar, como dançar e ainda escolhe os trabalhos que vai fazer.

Autonomia e poder de decisão

Todavia, muitas pessoas ainda acham que pessoas com síndrome de Down não decidem sobre sua própria vida, mas isso não é verdade.

Jovens com síndrome de Down estão a cada dia mais ocupando espaço na sociedade. Eles estão no mercado de trabalho, estão nas universidades, nos palcos, na mídia, em todos os lugares. Eles estão onde querem estar, com autonomia e independência.

Uma das barreiras que impedem a pessoa com deficiência intelectual de participar ativamente da sociedade está ligada à dificuldade de construir uma identidade própria conhecendo seu corpo, suas origens, seus desejos e participando ativamente da construção de sua vida.

Cacai já quebrou essa barreira e já sabe quem é. Sua condição não mais determina seu destino.

O fato dela ser articulada, de dançar do jeito que gosta, ir aos lugares preferidos não dá o direito a ninguém julgá-la ou desrespeitá-la.

Todas as suas decisões são acompanhadas e apoiadas pela família, com sua participação ativa.

Cacai decide sobre todos os trabalho que quer fazer, as decisões são tomadas em família, somos em 5. Mas se Cacai não quiser, a última palavra será sempre dela, respeitando sua vontade“. contou Jana.

Sem noção

No entanto, outro absurdo que aconteceu com ela foi no último Carnaval. Ela ela participava de um bloco onde um grupo de adolescentes homens estavam disputando quem beijava mais mulheres. Naquele dia, um deles abriu a mão da vitória se um dos seus adversários beijasse a “downzinha”.

Cacai, compartilhou essa experiência no Instagram Coletivo quem são elas.

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Dando continuidade à série de histórias "sem noção" que mulheres com deficiência vivenciaram em carnavais passados, a Cacai Bauer (@cacaibauer), primeira influenciadora digital com síndrome de Down, compartilhou a seguinte situação: – Estávamos em um bloco de carnaval e um grupo de adolescentes homens estavam com uma disputa de quem beijava mais mulheres e, naquele dia, um deles abriu mão da vitória se um dos seus adversários beijasse a “downzinha”. Qual é a sua opinião a respeito desse comentário? Você já passou por uma situação parecida? Escreva abaixo e compartilhe conosco! #pracegover: A imagem possui texto alternativo para melhor acessibilidade digital. . . . #coletivoquemsãoelas #quemsãoelas #carnaval #carnaval2020 #cacaibauer #capacitismonão #síndromededown #quemsãoelasnocarnaval #empatia #diversidade #hub #capacitismoépreconceito #capacitismoemfoco #carnavalsempreconceito #carnaval

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Contudo, é tão triste ainda vermos que algumas pessoas não entendem nada sobre a inclusão, sobre o respeito às diferenças.

Você já parou para pensar que todos nós somos diferentes? Eu não sou igual a você, ninguém é igual a ninguém. E como podemos viver em sociedade? Nos respeitando.

E é isso que Cacai, e todas as pessoas com deficiência querem e merecem: respeito.

Deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

 

 

 

 


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