Luana Dallacorte Rolim de Moura, é uma jovem de 24 anos, que não teve muitas dúvidas para escolher sua profissão. A jovem com síndrome de Down queria ser fisioterapeuta, e o motivo não poderia ser mais empático e humilde.

O meu objetivo, ao escolher essa profissão, era olhar e tratar as pessoas de uma forma global. Eu sempre adorei os pacientes idosos e as crianças especiais”, relata a jovem, formada no começo de fevereiro, pela Faculdade CNEC Santo Ângelo, da cidade de mesmo nome, do Rio Grande do Sul.” diz Luana

 

Para celebrar o Dia Internacional da síndrome de Down, o Viver Bem buscou histórias inspiradoras e encontrou em Luana uma muito especial. Com a formatura, ela se torna a primeira mulher fisioterapeuta com a síndrome de Down do país.

Quando questionada sobre essa conquista, a jovem é bastante enfática: “Minha família é a minha âncora”. “Eu fiquei muito feliz e emocionada quando me formei, pela minha conquista e meu sucesso como fisioterapeuta. A minha família, para mim, é como uma âncora. Isso significa que eles me deram apoio e muita ajuda para seguir em frente”, relata Luana

Pacientes especiais

Ao ter em mente os pacientes com deficiência, Luana dedicou o trabalho de conclusão de curso à discussão sobre o uso da gameterapia. Gameterapia são terapias que fazem uso de videogames ou jogos em telas,  com o objetivo de auxiliar o tratamento de pessoas com paralisia cerebral.

“Escolhi esse tema porque é um assunto inovador na área de fisioterapia. É também um tema amplo, com várias áreas de atuação. A gameterapia é uma terapia em uma tela de computador, como o uso de videogames”, explica a jovem.”

“Ao longo dos quatro anos de graduação, Luana se lembra de ter ajudado muitas pessoas diferentes, mas um paciente, em particular, chamou a sua atenção: “Eu fiquei muito emocionada e comovida por um paciente que tinha, e é com muita honra e dignidade que digo isso, paralisia cerebral. Fiz várias sessões de fisioterapia com ele, e depois desse tempo ele saiu mais motivado”, relembra a jovem, que agora aguarda a liberação da carteirinha da profissão pelo Conselho Federal de Fisioterapia (Crefito).

Embora ansiosa para começar a atuar na profissão, os planos da jovem para o futuro também envolvem mais estudos. Luana pretende começar uma pós-graduação na área para aprimorar as técnicas orientais, como a massoterapia.

Por fim, Luana faz parte de um grupo de aproximadamente 70 jovens com síndrome de Down que concluiram a universidade.

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Fonte: www.gazetadopovo.com.br


“No Dia Internacional da Síndrome de Down, conheça a primeira a se formar fisioterapeuta”

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