Para quem não conhece a história da apresentadora de TV Isabella Fiorentino, não sabe o que ela passou na gestação de seus trigêmeos.

Isabella é mãe de três meninos, trigêmeos idênticos, gerados de forma natutral. Um caso bem raro na literatura médica. BernardoNicholas e Lorenzo, de 6 anos, nasceram com 27 semanas.

Em decorrência de uma hemorragia cerebral ainda na UTI neonatal, seu filho Lorenzo hoje tem dificuldades motoras. Cada coisa que Lorenzo realiza é uma vitória para Isabella.

A gestação

Isabella contou a Revista M de Mulher que mesmo antes de ser modelo ela fechava os olhos e imaginava seu futuro, casada e com filhos. Esse era seu grande sonho e ela sempre pensava positivo. E nesses seus devaneios ela se imaginava mãe de gêmeos e um lindo barrigão.

O que ela não imaginava é que seu sinho pudesse se tornar real. Ela estava casada há trêss anos quando descobriu a gestação. No momento em que descobriu a gravidez correu para fazer o seu primeiro ultrassom. E após o exame o médico a parabenizou pela gravidez gemelar. Ela e o marido ficaram muito felizes e emocionados com a notícia.  Foi quando o médico assustado interrompeu o exame e disse: “São três. Trigêmeos univitelinos. Serão 3 meninos ou três meninas”.

Ela nem conseguiu sonhar por muito tempo, porque vestir três crianças iguais é uma coisa, mas gestar três crianças  ao mesmo tempo é bem diferente. Naquele mesmo momento o médico alertou a ela para não contar a ninguém pois a placenta era única para os três bebês, havendo o risco de perder um, dois ou até mesmo os três bebês.

Esse foi o primeiro baque que Isabella teve que enfrentar. Mas apesar do susto ela acreditou que nada daria errado, manteve-se positiva como sempre foi. Ela foi desenhando em sua cabeça que tudo daria certo. Para seu médico a sua gestação atmbém era um mistério, pois ele só havia visto um caso na literatura médica. Simplesmente porque não é possível gerar em laboratório trigêmeos univitelíneos.

Sua gravidez foi rara de de risco, ela teve que tomar todo o cuidado possível. Seu acompanhamento médico era semanal. A partir da décima segunda semana, ela teve que ficar em repouso absoluto. A barriga cresceu tanto e que ela não conseguia respirar. Nenhuma grávida consegue respirar direito e todas sentem dores, mas o caso dela foi três vezes pior.

O nascimento

O dia do nascimento chegou! Sabe aquele momento lindo que as mães idealizam, para Isabella foi tensão total. Ela foi submetida a uma cesárea. Ela contou com a presença do seu marido em todos os momentos segurando sua mão. Durante o parto ela não viu nenhum dos seus bebês. Eles eram muito pequeninos. Os três juntos tinham apenas 3 quilos, sendo que Nicolas o terceiro a nascer, tinha menos de 1 quilo. Eles eram prematuros ao extremo. Até que o dia do nascimento chegou! Sabe aquele momento esperado do parto? Pra mim, foi tensão pura.

Isabella só conheceu seus filhos um dia após o nascimento deles, de cadeira de rodas. Eles choravam tanto! Eu pensava: ‘não, eles tinham que estar quentinhos, tranquilos, sem serem incomodados. Eles foram arrancados da barriga! Eles deveriam ficar mais três meses. E o que eu fiz com tudo aquilo?’

Após todo o ocorrido, ela concluiu que ela deveria agradecer o nascimento dos meninos, pois eles estavam bem, vivos e num bom hospital.

Essa sua positividade a ajudou quando no 4º dia o Lorenzo teve uma hemorragia cerebral, o que realmente pode acontecer com prematuros. Foi quando o médico explicou, que ele tinha risco de morte. Ou poderia ter sequelas gravíssimas. Ou então poderia sair dessa sem nenhuma sequela. Isabella, óbvio, focou no “nenhuma sequela”.

Foram muitos sustos no tempo em que os meninos ficaram na UTI, mas também foram momentos emocionantes. Isabella só pôde pegar os meninos no colo após quinze dias. Eles ainda estava conectados ao oxigênio, mas para a mãe tê-los em seus braços foi uma delícia.

Chegada em casa

Primeiro o Bernardo, depois do Nicholas, depois o Lorenzo. A rotina durante esses três meses em que eles ficaram lá, era essa: ela chegava às 7 da manhã e ficava até as 10 da noite. Na UTI, ela tinha meu cantinho, onde ficavam as três incubadoras e a sua poltrona. Ela transformou o que podia ser um fase triste em dias muito alegres.

Foi quando chegou o grande dia de ir para casa. Primeiro foi o Nicolas,  após uma semana foi o Lorenzo e mais outra semana foi o Bernardo. Imagine a logística como foi, se a rotina com um bebê já é complicada, imagine três, sendo que um está no hospital e os outros em casa. Quando Bernardo chegou, ela finalmente estava em casa com sua família completa. Foi aquele momento de paz tão esperado.

Contudo, com o passar do tempo, a família notou  que o Lorenzo apresentava alguns atrasos, em decorrência da hemorragia que ele teve. Apesar das dificuldades motoras, a parte cognitiva não foi afetada. Ele se desenvolve normalmente, mas no tempo dele. Para Isabella, cuidar de uma criança com necessidades especiais é um grande aprendizado. Há a preocupação com os estímulos por meio das terapias com fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, equoterapia. Mas ela deixa ele se virar, dá bronca e deixa de castigo, mas segundo Isabella é bem difícil.

A batalha diária

Ela costuma contar a história dela para dizer que sua vida é uma batalha diária. Mas, ela faz questão de tomar as rédeas e transformar o cenário em algo positivo, animador. Isso foi um grande aprendizado para ela, e foi essencial para lidar com todos os momentos de tensão e dor pelos quais ela, como mãe, passou desde a gestação.

Para ela, aliás, é impossível não aprender alguma coisa com uma experiência intensa como essa. Deixar de pensar em si como prioridade não é mais possível. Cuidar de uma criança com necessidades especiais é um grande aprendizado.

Hoje, Isabella como mãe, percebeu que deve ser mais paciente e criativa. Ao mesmo tempo, ela acredita que deve de nutrir o lado emocional das crianças. Ensinado aos meninos a admitir que raiva, medo e tristeza existem, mas que temos que ensiná-los a administrar estes sentimentos e não simplesmente dizer que isto é certo ou errado.

Porém, após tudo que passou nesses últimos 6 anos, quando Isabella fecha seus olhos só bem as coisas boas, inclusive no período da UTI. Ela foi muito feliz lá.

A mensagem que ela quer deixar a todos é de: positividade. Tudo passa! Então, Isabella faz um convite a todos:  “vamos deixar de focar apenas nas coisas ruins e passar a também a agradecer as coisas boas que a vida nos proporciona?”

Os trigêmeos hoje

Isabella não costuma publicar muita coisa dos filhos nas redes sociais, poucas fotos deles são encontradas.

Todavia, essa foto foi a última que Isabella compartilhou em seu instagram, e nela é possível ver como é grande o amor nessa família.

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Fonte: https://mdemulher.abril.com.br/

Fotos: http://fcisabella.blogspot.com

 


Isabella Fiorentino relata que cuidar de uma criança especial é um grande aprendizado


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