Atividades FísicasAutismoInclusão Social

Artes marciais para autismo?!


Estudo recente da Universidade de Isfahan, no Irã, analisou os efeitos de 14 semanas de treinamento em técnicas de Kata sobre os comportamentos estereotipados de crianças com transtornos do espectro autista . Primeiramente, o estudo incluiu 30 crianças com austismo com idades entre 5 a 16 anos. A amostra foi dividida em dois grupos, havendo um grupo realizado os exercícios (n = 15) e um grupo controle de não-exercício (n = 15).

Os participantes do grupo de exercícios recebeu instruções sobre as técnicas de Kata quatro vezes por semana durante 14 semanas (56 sessões). As estereotipias foram avaliadas no início (pré-intervenção), na semana 14 (pós-intervenção), e após um mês de acompanhamento nos dois grupos.

Resultado

Os resultados mostraram que o treinamento em técnicas de Kata reduziu significativamente as estereotipias no grupo de exercícios. Após a participação no treinamento em técnicas de Kata, as estereotipias diminuíram em média 42,54% nos participantes. Curiosamente, após 30 dias sem realizar o treinamento, as estereotipias no grupo de exercício permaneceu reduzida significativamente em comparação com a época pré-intervenção. Os participantes do grupo controle não mostraram alterações significativas nas estereotipias.

Contudo, como sabemos, atividades físicas são importantes para todo mundo e as pessoas com autismo também se beneficiam disso. O site “Autismo na Rede” postou recentemente um comentário sobre um estudo que demonstrou a eficácia dos chamados “Exergames” sobre as estereotipias do autismo. Entretanto, agora sabemos que ensinar técnicas de artes marciais para crianças com autismo por um longo período de tempo pode diminuir de modo duradouro os seus comportamentos estereotipados. O que não sabemos é se há algo particular no treino em artes marciais que o torne superior a outras atividades. Além disso, a prática de atividade física não prescinde outras intervenções que objetivem melhorar as dificuldade sociocomunicativas das pessoas com autismo.

Por fim, deixe-nos saber o que achou, porque sua opinião é muito importante para nós.

Fonte: http://pqinfantil.blogspot.com.br



Etiquetas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar